terça-feira, 17 de maio de 2016

Japão relembra cinco anos do Tsunami


Foto mostra a chegada do tsunami em Iwanuma, no norte do Japão Foto: Kyodo News


Tsunami varrendo a costa japonesa

Passados cinco anos de um forte terremoto de magnitude 11,9°, que atingiu a costa nordeste do Japão. Este foi o sétimo maior terremoto da história do país que deixou, segundo as autoridades locais, mais de 19 mil mortos e desaparecidos.

Cinco anos após o desastre, nossa equipe conversou e resgatou algumas lembranças deste triste dia com o correspondente da Rede Record, André Tal, que estava gravando uma reportagem sobre culinária na região, quando o Tsunami começou. “Bom no dia do terremoto eu estava fazendo uma reportagem dentro de um Shopping em Tóquio, uma reportagem totalmente diferente sobre uma loja de frutas. Estava começando a gravar quando o prédio começou a tremer. Eu nunca tinha passado por um terremoto na minha vida e aquele era um dos maiores terremotos da história do Japão, então claro que eu estava muito assustado e não entendia muito o que aconteceu e as pessoas começaram a correr e eu tinha que continuar trabalhando e como estava com a câmera ligada, comecei a narrar o que estava acontecendo. Liguei para minha mulher para saber se ela estava bem e a ligação caiu. Deste momento em diante foram quase 3 semanas trabalhando sem dormir”

O Tsunami teve um grau tão elevado, que o centro de alerta de tsunamis do pacífico, emitiu um alerta para vários países na costa do oceano atlântico, avisando a possibilidade das gigantescas ondas. Porem segundo André relata, os constantes avisos de tsunami trouxeram problemas a população. “então, as autoridades japonesas emitiram um alerta de tsunami depois do terremoto, pois não tem como emitir alerta antes do terremoto, é difícil prever quando o terremoto vai acontecer, porem a possibilidade de tsunami foi detectada e o alerta foi emitido. As autoridades sempre emitem o alerta de tsunami mesmo que o risco de o tsunami acontecer seja pequeno e como muitas vezes as autoridades emitiam alertas de tsunami e o mesmo não acontecia, muitas pessoas não acreditavam que iriam chegar ondas gigantes, por isso, muitas morreram, elas não fugiram a tempo, elas continuaram na região de costa e ai foram surpreendidas quando as ondas enormes atingiram a região”

Para quem reside no Japão, esse tipo de acontecimento é comum, mas segundo o professor Emerson Oliveira, que estava no pais no momento do fato e mora no país há mais de 20 anos e concedeu entrevista a nossa equipe, além de comum, esse foi um dos mais fortes que ele já presenciou. “Eu tava, inclusive eu moro em uma região um pouco afastada de onde teve o tsunami, mas aqui deu para sentir o terremoto bem

forte, não tanto quanto lá claro, mas aqui foi praticamente igual. Eu achei que fosse um terremoto comum, mas dessa vez tinha sido muito forte, eu achei estranho, mas procurei levar numa boa por que isso é corriqueiro, sempre dá”.

Mas esse, infelizmente não foi assim e Alexandre apenas percebeu a gravidade quando viu as imagens pela televisão “logo depois começa a passar na televisão e o alerta de tsunami e tudo virou uma novela na televisão e a televisão mostra todo aquele grave acontecimento que vocês acompanharam.

Passados os primeiros dias do forte terremoto, as autoridades locais iniciaram os trabalhos necessários e informam que gastaram uma alta quantia, na casa dos bilhões de dólares, para prestar apoio as pessoas e comunidades atingidas, efetuar trabalhos relacionados à elevação de blocos de terra para proteger as pessoas e as construções de futuros tsunamis, limpar a área por conta da radiação e realizar um plano imediato de habitação para os desabrigados.

E passados cinco anos deste terrível acontecimento, na madrugada do dia 16 de março, um terremoto de magnitude 7,3° atingiu novamente o Japão, deixando mais de quarenta mortos. E a vida continua de forma “comum” no Japão.

André Calvi


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