![]() |
| Água nas torneiras paulistas Foto: Renato Baroni |
A cidade de São Paulo, como boa parte do país sofreu com o problema da crise hídrica nos últimos anos. O reservatório Cantareira em 2015 chegou a funcionar com 5% (contando com duas porções do volume morto) isso ocorreu devido à falta de chuva nos meses de abril, maio e junho, acarretando em sérios problemas para a população.
Pela primeira vez, em 18 meses, o sistema não depende mais do volume morto, a situação, contudo, é muito delicada. O aumento de chuvas por si só não é uma garantia de que o sistema encherá, mas na visão tanto do governo estadual quanto da Sabesp empresa responsável pelo abastecimento na capital à crise hídrica chegou ao fim.
Para o Governo do estado de São Paulo a falta de água já está superada, na opinião do governador os sistemas de águas subiram, de 6% para 40% no último mês. Hoje, o nível do Sistema Cantareira está com 65,4%.
Lúcia Moreira, superintendente de infraestrutura da sabesp cita o programa de incentivo à redução do consumo de água. “Esse programa funciona da seguinte maneira, um morador economiza no mês entre 10 e 15% no seu consumo de água, na próxima conta que virá para ele pagar o contribuinte ganharia um desconto de 10 ou mais por cento do valor a ser pago”.
Para muitos moradores de Guaianazes, como a Pamela Larissa, a falta de água persiste e ocorre em horários diferentes. “Dificulta muito a nossa vida. O “fim da crise hídrica” ainda não chegou e a qualidade da água também não está boa. Conheço pessoas que, após consumirem essa água, precisaram ser socorridas e levadas ao hospital”, disse.
A assessoria de imprensa da Sabesp garante que a água do Estado tem qualidade aprovada e que havendo alguma anormalidade um novo processo de tratamento é realizado. A empresa também informa que a crise hídrica encerrou e que é importante a conscientização da população, para que o racionamento continue sendo realizado, a fim de o Estado conseguir reverter totalmente o quadro. De acordo com a instituição, o racionamento é importante para que futuras gerações não sofram com esse problema, que ainda afeta milhões de pessoas na Capital.
Renato Baroni

0 comentários:
Postar um comentário