quarta-feira, 18 de maio de 2016

Prefeitura corta transporte escolar para deficientes


                                         
Medida prejudicaria crianças deficientes Foto: Tiago Pereira

Desde a criação do TEG (Transporte Escolar Gratuito) em 2003, muitos estudantes de ensino primário e fundamento de escolas públicas que residiam distantes de onde estudam passaram a se beneficiarem.  O programa estava sendo a ponte entre o aluno e a escola encurtando a distancia na busca do conhecimento.

 Muitos participantes do programa possuem algum tipo de deficiência. Segundo Paulo Lopes condutor de veiculo do programa, trabalha no transporte de deficientes. No atendimento os veículos do TEG “pegam as crianças em suas casas e às levam à escola, e depois as levam pra casa de volta”, afirmou.


Redução dos assentos


No mês de março a prefeitura de São Paulo ordenou que os espaços reservados para deficientes físicos fossem reduzido nos veículos do programa. Devido às reduções dos assentos, crianças que precisam usar cadeira de rodas passaram a faltar às aulas.

A quantidade de assentos reservados passou a ser de dois no período da manhã e dois no período tarde. Perguntado por repórter da Folha de São Paulo, Jorge Formiga Salgado Diretor Regional da Associação de Transporte Escolar de São Paulo (Artesul), disse que se transportava até cinco crianças com deficiência. A estimativa é que pelo menos 300 crianças estivessem na época sem frequentar a escola. Sem opção mães estiveram que deixar seus filhos em casa.

Resposta da prefeitura

Em resposta a Prefeitura disse que a situação se normalizaria em 15 dias.  E indicou aos pais que procurassem nas escolas a Direção, “elas estão orientadas como proceder na adaptação do processo”, disse em nota.

A Administração disse que a Prefeitura não recuaria na mudança de organizar o TEG, “a Prefeitura não vai fazer contrato de emergência”, afirmou em nota dizendo que tem o apoio do TCU (Tribunal de Contas da União). Tentamos falar com o Diretor da Cooper X (Cooperativa de Transportes Escolares do Estado de São Paulo) Sadi George Filho, responsável pela região de Guaianase, para esclarecer se houve a  normalização do atendimento do TEG. Em conversa com o Diretor  esclareceu que houve sim normalização no atendimento. "Demorou quase 30 dias para normalizar o atendimento", falou o Diretor em entrevista. O Sadi ressaltou ainda o de importância do TEG pra população, principalmente para famílias de baixa renda e para deficientes que têm total direito ao benefício, além de dar serviço também para os condutores.




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